Secretaria dos Transportes Metropolitanos

Pitu 2020

Apresentação

É conhecida a disposição empreendedora dos habitantes da Região Metropolitana de São Paulo. Todos os que fazem desse território seu pouso acreditam que essa é uma terra de oportunidades. Aqui se compartilha o desejo de melhorar de vida, crescer, vencer.

Esta energia nutre o trabalho do governante, estimulando-o no encaminhamento dos problemas que devem ser vencidos para que a força dos cidadãos se exerça com plenitude. Ao administrador público cabe a responsabilidade última de não permitir que este vigor esmoreça. Dele a sociedade se utiliza hoje. 
Dele necessitará também no futuro.

Garantir que esta continue a ser uma terra de oportunidades é, pois, o desafio que se coloca.

E é disso que trata o presente plano, tendo como horizonte o ano 2020. Um plano para o futuro dos transportes metropolitanos, que dá continuidade ao esforço em curso, iniciado na gestão 95-98. Um plano que busca caminhos para mudar a matriz dos transportes na região - atualmente marcada pela prioridade dada ao automóvel, um meio de locomoção para poucos - voltando-se para a melhoria gradativa e continuada dos transportes públicos. Um plano factível, elaborado coletivamente por técnicos e autoridades da região para transformar nossa metrópole naquela almejada por seus cidadãos.

Este estudo é, sem dúvida, resultado da mesma energia que impulsiona a metrópole. Sua oportuna publicação vem possibilitar o aprofundamento do debate sobre o tema, imprescindível à preservação da contribuição histórica da Grande São Paulo para o desenvolvimento do País.

Mário Covas
Governador do Estado de São Paulo
setembro de 1999

Iniciamos a gestão 1995-98 com um Programa Integrado de Transportes Urbanos - Pitu, com metas para até dez anos. Os investimentos ali propostos foram assegurados. Obras foram reiniciadas e entregues. Nesse novo período de gestão, começamos pensando no próximo século, até um horizonte mais distante - o 2020 - dado que a construção do futuro nos transportes, sempre demorado, volumoso, depende de ações presentes.

O Pitu 2020 não é um plano acabado. Ao contrário, é uma obra aberta. O que hoje entregamos é um exercício completo de um processo de planejamento do futuro. Ele contém premissas e informações finitas, conhecidas em determinado tempo, com determinados recursos. 

A obra pode ser aprimorada - e com certeza será - por novas informações, por intervenções não prognosticadas ou por novos sonhos. Sonhos, sim. Afinal, o Pitu 2020 teve um início diferente: ao invés de prognósticos frios sobre o futuro, partiu da formulação de um desejo. Uma reflexão sobre como queremos estar vivendo em 2020, qual será a cara da nossa metrópole.

O sonho, construído coletivamente por diversos agentes decisores sobre os rumos da cidade - prefeitos municipais, técnicos de empresas operadoras, urbanistas e estudiosos do transporte público - é estruturar uma metrópole competitiva, saudável, equilibrada, responsável e cidadã. As estratégias específicas para os transportes metropolitanos partem dessa estação.O mérito de um plano como o Pitu 2020 é servir como referência para o futuro.

É oferecer um leque de possibilidades suficientemente amplo e abrangente que, ao invés de restringir opções, estimule a sua constante adaptação e expansão.

Cláudio de Senna Frederico
Secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos
setembro de 1999