Secretaria dos Transportes Metropolitanos

Pitu 2020

ESTRATÉGIAS

O que são

Representam as intervenções propostas para o sistema de transporte futuro. São conjuntos integrados de proposições, abrangendo:

  • investimentos em infra-estrutura;
  • medidas de gestão em transporte, que regulam o uso da infra-estrutura proposta;
  • medidas de gestão no trânsito, para controle do uso do automóvel; e
  • políticas de preços, que regulam tarifas de estacionamento, pedágios e outras medidas.

Como foram feitas

As estratégias foram montadas da mesma forma que a visão futura da metrópole. Houve a participação das empresas vinculadas (CPTM, Emplasa, EMTU e Metrô); consulta e discussão das propostas com representantes técnicos dos municípios da região; consulta a entidades da Prefeitura de São Paulo - Sempla, SPTrans, CET; consulta a entidades de classe; consultoria da Setepla/TTC e consultores independentes especialistas em planejamento de transportes urbanos.

As estratégias foram avaliadas e selecionadas considerando, inicialmente, o desempenho de cada alternativa frente ao cenário representante da visão desejada de futuro (cenário de pleno desenvolvimento). Posteriormente, avaliou-se o desempenho da estratégia selecionada sob os outros dois cenários, verificando sua "robustez" (desempenho regular independente do cenário assumido).

Estratégia mínima

Referencial para avaliação das demais estratégias alternativas. Corresponde à decisão de não se proceder a nenhum investimento além daqueles que já estão em curso, mantendo-se, no futuro, as atuais políticas de gestão e preços.

Equivale à situação atual, acrescida dos investimentos já comprometidos.

Transporte coletivo

  • Metrô - linha 6 Laranja: expressa entre Guaianazes e Barra Funda;
  • Metrô - linha 7 Celeste: modernização da linha Sul da CPTM entre Osasco e Jurubatuba;
  • Metrô - linha 5 Lilás - trecho Capão Redondo-Santo Amaro;
  • Veículo leve sobre pneus - Sacomã-Centro de São Paulo;
  • Corredor de ônibus - Diadema-Brooklin;
  • Corredor de ônibus - Integração Oeste;
  • Corredor de ônibus - Av. Itapecerica da Serra.

Sistema viário

  • Trecho Oeste do rodoanel;
  • Rodovia dos Bandeirantes - SP348: acréscimo de uma faixa de trânsito em ambos os sentidos, a partir do seu início até o município de Jundiaí;
  • Rodovia Fernão Dias - BR381: a duplicação de suas pistas, com vias marginais em seu início, totalizando seis faixas/sentido (três + três) e quatro faixas/sentido até o início da serra da Cantareira;
  • Extensão da avenida Águas Espraiadas: foi considerada concluída até a área do Aeroporto de Congonhas, considerando o viaduto de interligação com a avenida Washington Luiz;
  • Complexo viário nas proximidades do parque do Ibirapuera (interligação das avenidas 23 de Maio, Rubem Berta, Sena Madureira e Ibirapuera);
  • Ligação Jacu-Pêssego: alças de acesso da avenida Assis Ribeiro à rodovia Ayrton Senna;
  • Ligação Jaguaré-Rodovia Régis Bittencourt: ligação da avenida Eliseu de Almeida à rodovia Régis Bittencourt;
  • Estacionamentos Trianon, Enéas Carvalho de Aguiar e República: considerando um acréscimo de 510, 1.200 e 600 vagas respectivamente.

 

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A explosão do sistema de transporte em 2020, caso nada seja feito

As conseqüências:

  • as viagens por automóvel crescem 69% em relação a 1997;
  • a participação do coletivo no total de viagens motorizadas cai de 50,79% em 1997 para 45,54% em 2020;
  • o tempo gasto com as viagens de automóvel cresce cerca de 20% em relação a 1997;
  • a velocidade do trânsito no centro expandido na hora de pico diminui em 15%;
  • a concentração de monóxido de carbono no centro expandido aumenta 32%;– a facilidade de acesso aos bens e serviços urbanos da população de baixa renda cai em 21% em relação a 1997;
  • o custo das viagens de automóvel cresce 51%, devido à queda da velocidade do trânsito.